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Quinta-feira, Outubro 6
moi? [...] je pense [...]
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Terça-feira, Setembro 27
Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristeza vou viver
Aquele adeus, não pude dar
Você marcou a minha vida
Viveu, morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão que, em minha porta, bate
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Segunda-feira, Setembro 26
Ontem foi vinte e cinco
Hoje são vinte e seis
Amanhã será vinte e sete
Depois de amanhã vinte e oito
e depois vinte e nove
e depois trinta
Sábado é dia 1o e começa tudo outra vez.
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Quinta-feira, Setembro 22
Bebedouro, quarta-feira, 21 de setembro de 2005
Ontem, a noite foi boa, muito boa. Fazia tempo que não via a dita intelectualidade cearense reunida em volta de uma mesa de bar. Algumas dissonâncias, quase que tête-à-tête, não conseguiram resistir muito tempo. Outras menos convencidas de si mesmas puderam conversar como antigamente. E já no fim da noite, conversa de professores, um mui querido amigo saiu com essa:
-- Hoje em dia, os trabalhos acadêmicos vêm até com raparigas!
-- Como assim? - minha parca perspicácia não me deixou entender.
-- Control-C, control-V nos trabalhos portugueses...nossos alunos não têm nem coragem de ler e adaptar para o português do Brasil. É foda.
-- Nem depois de uma aula que dei sobre como copiar com sucesso trabalhos retirados da internet, meus alunos conseguiram me enganar.
-- Incompetência até pra mentir...dureza, hein?!
Mesmo com toda fama, com toda Brahma, com toda cama, com toda lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando essa chama
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Terça-feira, Setembro 20
Hoje queria postar um não-sei-quê melancólico.
Impressiona o predomínio dos hormônios sobre a nossa vontade.
E ainda querem me convencer de que somos livres. Pode?
Bobinhos!!!
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Segunda-feira, Setembro 19
A mil,
Transformou um broxa em um homem viril.
(uma rima básica pra não perder a prática)
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Domingo, Setembro 11
Diálogos paupérrimos XIV: surpreendendo-me com Raul
Meu filho anda ultimamente, às voltas, com a noção de rico e pobre. Já sabe distinguir um menino de rua, e sente por isso. Toda a família está acostumada com suas indagações se somos ricos ou pobres. Poeira assentada, lanço a pergunta:
-- Raul, você é rico ou pobre?
-- Não, mamãe. Eu sou novo.
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Quinta-feira, Setembro 8
O preço do amadurecimento é a resignação.
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Terça-feira, Setembro 6
Sobre minha ida ao Rio
Vi um show no Rio com uma cantora chamada Soraia Ravenle. Mas foi tão bom, tão bom, tão bom que eu achei a voz da moça muito melhor que a da querida Fátima Santos.
De um teatrinho de não mais de 60 lugares, no início do Leblon, chamado Teatro Café Pequeno, saí estonteada. Que delícia!
Soraia fez homenagem a Dolores Duran, cantora que conheci aos 10 anos pela insistência do Cazuza quando alardeava aos quatro cantos de que se tratava de uma das maiores cantoras brasileiras.
Puxa, quanta música linda, de encher tanto os olhos d'água, que dava até pra borrar a maquiagem ( assim bem brega) . Vanessinha, que me acompanhava e estranhou a platéia, formada por gente bem mais velha que meus pais, também chorou quando a moça cantou:
Eu desconfio
Que o nosso caso
Esta na hora de acabar
Há um adeus em cada gesto,
Em cada olhar
O que não temos é coragem de falar.
Nós já tivemos a nossa fase
De carinho apaixonado
De fazer versos
De viver sempre abraçados
Naquela base
Do só vou se você for.
Mas de repente
Fomos ficando
Cada dia mais sozinhos
Embora juntos
Cada qual tem seu caminho
E já não temos
Nem vontade de brigar.
Tenho pensado
E Deus permita
Que eu esteja errada,
Mas eu estou,
Estou desconfiada
Que o nosso caso
Está na hora de acabar...
E mais ainda se podia chorar mesmo que só internamente, quando depois de contar a história da Dolores jogando fora letra do Vinícius para uma melodia do Tom, cantou:
Ah, você está vendo só do jeito que eu fiquei
E que tudo ficou
Uma tristeza tão grande nas coisas mais simples
Que você tocou
A nossa casa querido já estava acostumada
Aguardando você
As flores na janela sorriam, cantavam
Por causa de você
Olhe, meu bem, nunca mais nos deixe por favor
Somos a vida e o sonho, nós somos o amor
Entre meu bem, por favor
Não deixe o mundo mau te levar outra vez
Me abrace simplesmente
Não fale, não lembre
Não chore meu bem
Que música linda! Mas meu desejo ali era de ouvi-la cantar Estrada do Sol. Quando tinha meu carro com som, costumava levar comigo essa música que colocava para tocar sempre ao amanhecer de volta para casa, nessas manhãs úmidas de Fortaleza, porque aqui sempre chove, mesmo que pouquinho, durante as madrugadas:
É de manhã
Vem o sol mas os pingos da chuva que ontem caiu
Ainda estão a brilhar
Ainda estão a dançar
Ao vento alegre
Que me traz esta canção
Quero que você me dê a mão
Vamos sair por aí
Sem pensar no que foi que sonhei
Que chorei, que sofri
Pois a nossa manhã
Já me fez esquecer
Me dê a mão vamos sair pra ver o sol
E pra arrematar a noite, claro, cantou:
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero a paz de criança dormindo
E o abandono de flores se abrindo
Para enfeitar a noite do meu bem
Quero a alegria de um barco voltando
Quero a ternura de mãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! eu quero o amor o amor mais profundo
Eu quero toda beleza do mundo
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda ternura que eu quero lhe dar.
Excelente show-teatro-espetáculo. Pena que Soraia Ravenle alternava com mais duas cantoras, que não possuíam nem sua voz nem seu carisma. Pra finalizar minha temporada no Rio, fui com a Vanessinha tomar uns chopps na Cobal, lá no mexicano.
reverbere:
Porque quem gosta de maçã irá gostar de todas porque todas são iguais
Adoro os arranjos antigos, um luxo só. Do tipo: Não identificado (Caetano) e A maçã (Raul)
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